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Medidas simples de higiene ajudam a evitar o contágio.
Pouco mais de três meses após do primeiro alerta dado pela Organização Mundial da Saúde sobre o surgimento da gripe suína, o Ministério da Saúde reconheceu que o vírus Influenza A (H1N1), causador da nova doença, já circula em território nacional. Até então, o País só havia registrado casos de pessoas que tinham contraído a gripe no exterior ou por meio do contato com quem esteve fora. Com a notificação do primeiro caso do vírus sem esse tipo de vínculo, o Brasil entra para a lista dos países onde há a chamada transmissão sustentada da doença, ao lado de Estados Unidos, México, Canadá, Argentina, Chile, Reino Unido e Austrália.

Mas o que muda com a confirmação de uma epidemia local? "Significa que, com o número crescente de casos, o vírus passou a circular livremente entre as pessoas, principalmente em ambientes fechados e aglomerados, como trens e ônibus", explica Celso Granato, assessor médico em Infectologia Ministério da Saúde(MS). "Com o frio do inverno e a volta às aulas, quando as crianças voltarão a conviver umas com as outras, essa epidemia tende a se expandir." O infectologista ressalta, porém, que isso não quer dizer que haverá maior letalidade por causa da doença. "Estatisticamente, os casos de morte por gripe suína no Brasil são cerca de 1/3 menores em relação aos causados pela gripe comum. O quadro poderia ser muito pior se o País não estivesse preparado para enfrentar a epidemia."

Confira abaixo orientações e esclarecimentos do Ministério da Saúde:

Quando eu devo procurar um médico?

Se você tiver sintomas como febre repentina, tosse, dor de cabeça, dores musculares, dores nas articulações e coriza. Quem tiver estes sinais de gripe não deve procurar o hospital, mas um posto de saúde ou seu médico de confiança.

O que fazer em caso de surgimento de sintomas?

Qualquer pessoa que apresente sintomas de gripe deve procurar seu médico de confiança ou o serviço de saúde mais próximo, para receber o tratamento adequado. Nos casos de agravamento ou de pessoas que façam parte do grupo de risco, os pacientes serão encaminhados a um dos 68 hospitais de referência.

Como eu posso me prevenir da doença?

Alguns cuidados básicos de higiene podem ser tomados, como lavar bem as mãos frequentemente com água e sabão, evitar tocar os olhos, boca e nariz após contato com superfícies, não compartilhar objetos de uso pessoal e cobrir a boca e o nariz com lenço descartável ao tossir ou espirrar (confira aqui mais orientações).

Qual a diferença entre a gripe comum e a Influenza A (H1N1)?

Elas são causadas por diferentes subtipos do vírus Influenza. Os sintomas são muito parecidos e se confundem: febre repentina, tosse, dor de cabeça, dores musculares, dores nas articulações e coriza. Por isso, não importa, neste momento, saber se o que se tem é gripe comum ou a nova gripe. A orientação é, ao ter alguns desses sintomas, procurar seu médico ou ir a um posto de saúde. É importante frisar que, na gripe comum, a maioria dos casos apresenta quadro clínico leve e quase 100% evoluem para a cura. Isso também ocorre na nova gripe. Em ambos os casos, o total de pessoas que morrem após contraírem o vírus em todo o mundo é, em média, de 0,5%.

Fontes: Celso Granato, assessor médico em Infectologia Ministério da Saúde.


Este material tem caráter meramente informativo. Não deve ser utilizado para realizar autodiagnóstico ou automedicação. Em caso de dúvidas, consulte seu médico.